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A Educação a Distância: Um Campo De Possibilidades

9 jul 2018

A Educação a Distância: Um Campo De Possibilidades

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As tecnologias digitais estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas, de modo que, são poucos os que cogitam a possibilidade de viver sem acesso à internet ou sem um smartphone em mãos a todo instante. As TVs e outros tantos aparelhos presentes nossas residências, estão cada vez mais “inteligentes”, tendo as suas funcionalidades aperfeiçoadas em prol de uma melhor utilização.

Pois bem, era de se esperar que todo esse avanço tecnológico chega-se às escolas e ganhasse espaço no campo das atividades pedagógicas. Dentre os vários recursos, os quais, diga-se de passagem, os adolescentes denominados nativos digitais utilizam com surpreendente habilidade, ao menos os smartphones fazem parte da realidade de muitas pessoas, até mesmo daquelas inseridas em um contexto de baixo poder aquisitivo.

Muitos dos aparelhos criados ao longo da história, já surgiram com um potencial pedagógico claro, foi assim com o rádio, a televisão e o computador. Hoje, os celulares também entram para essa lista, cabendo aos educadores adaptá-los às situações de aprendizagem. A internet também tem significativo potencial neste sentido e os ambientes virtuais nela situados têm representado uma revolução na nossa forma de aprender. 

Posto isso, faz-se pertinente discorrer a respeito da educação a distância, uma vez que, dentre os benefícios advindos a partir da realidade supracitada, encontra-se a possibilidade de estudar sem sequer sair da comodidade do lar. De cursos de curta duração à graduações e pós, tem-se uma infinita possibilidade de qualificação.

A educação a distância atende diversos públicos e tem, para cada um desses, um significado diferente, senão, vejamos:

Para o jovem recém-saído do ensino médio – provavelmente um nativo digital – representa a oportunidade de ingressar em um curso superior que explora as tecnologias digitais, para um sujeito que reside em uma cidade situada longe dos grandes centros urbanos, a educação a distância pode representar a única oportunidade de chegar ao ensino superior.

É possível ainda pensar na realidade de uma dona de casa, que no acúmulo de suas atribuições pode encontrar tempo e espaço para aprender, bem como no sujeito que já está inserido no mercado de trabalho, o qual enxerga nessa modalidade, a possibilidade de continuar exercendo as suas funções, algo quase sempre incompatível com uma graduação presencial.

Assim sendo, pode-se pensar em tantos outros casos, mas o que fora exposto até então é suficiente para mostrar o campo de abrangência da educação a distância e o papel de inclusão que a mesma tem exercido nas situações citadas até então e em tanta outras ligadas até mesmo às ações humanitárias como no caso de refugiados.

É talvez pelos motivos apresentados até então, que, não por acaso, os números apontam o crescimento significativo da educação a distância em nosso país, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), o número de cursos passou de 52 em 2003 para 1.200 em 2013, já o número de alunos, que em 2003 era de 50.000, dez anos após, passava de um milhão.

A Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) revelou a partir do Censo EAD Brasil 2014, que no ano em questão, passava de três milhões o número de estudantes matriculados em cursos regulamentados totalmente a distância, semipresenciais e em cursos livres. Já o ministério da educação, mostra que entre 2011 e 2012, enquanto as matrículas em cursos presenciais registraram um aumento de 3%, nos cursos a distância o aumento foi de 12%.

Há obviamente preocupação entre os educadores com tamanha multiplicação, uma vez que, a massificação pode ser um prejuízo ao ensino individualizado, por exemplo. Porém, é impossível negar que a democratização do ensino superior, apenas para citar um benefício, teve avanços significativos em virtude da referida modalidade.

Obviamente, é preciso ressaltar que a comodidade não pode torna-se sinônima de ócio, ou seja, é um engano pensar que a vida de um aluno a distância é um mar de tranquilidade e que para concluir um curso nos referidos moldes não é necessário esforço. Por isso, gostaria de elencar ao menos três características que a meu ver são imprescindíveis ao aluno on-line.

Em primeiro lugar, a otimização do tempo, o aluno on-line precisa ter sempre em mente os prazos estabelecidos para a realização das tarefas, sendo, para tanto, interessante ter em mãos um caderninho de anotações para não se equivocar em meio a tantos compromissos.

Ser um bom leitor também é importante, sendo uma característica necessária a qualquer estudante, mas muito negligenciada por grande parte deles. No caso do aluno on-line, diante da multidão de informações encontradas na internet, é preciso despertar o senso crítico e selecionar o que de fato interessa no processo de ensino-aprendizagem pelo qual o mesmo está passando.

Por último, ressalto a honestidade, uma vez que, a apropriação indevida da produção de outra pessoa constitui um crime, infelizmente muito praticado nos cursos a distância. Denominada de plágio, tal atitude além de infringir regras, leva o estudante à significativa fragilidade no aprendizado, uma vez que, copiando e colando, ele não está sequer processando a informação contida no texto consultado.

Para concluir, é pertinente lembrar que uma formação a distância é capaz de gerar aprendizado significativo e o profissional que encontre em tal modalidade a chance de manter-se qualificado, pode sim estar em condição semelhante ao que estuda de forma presencial quando o assunto for a inserção no mercado de trabalho. Em uma expressão popular, diria que a EaD veio para ficar, e que a partir do quadro atual é possível apontar para um sucesso contínuo.

Ércules Diniz

Especialista em Fundamentos da Educação: Práticas pedagógicas interdisciplinares pela Universidade Estadual da Paraíba. 

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